sexta-feira, 1 de julho de 2011

Origem do Nome Deveza 3

Já faz um tempo que colocamos o post Origem do Nome Deveza, e foi o maior sucesso. Seguindo e atualizando, vamos para as novidades.
Como já haviamos informado, a origem do nome Deveza é uma variação de Defesa, um nome comum no norte de Portugal e Galiza. Como se trata de um nome que faz referência a toponímias, sem nenhuma outra tradição, é de se supor que tenha se originado de camponeses pobres da região.
Não temos nenhum dado que comprove exatidão em relação a isso, mas pelos dados podemos apresentar algumas hipóteses.
Em primeiro lugar não existiu nobre com o nome Deveza. E como as possibilidades na Idade Média não eram lá muitas, provavelmente nosso nome foi dado a uma familia camponesa que vivia em algum lugar que chamavam de Deveza. Na Idade Média grande parte da população era analfabeta, inclusive nobres. Geralmente os poucos que sabiam ler eram os membros da Igreja. Não acredito que os membros da Igreja estivessem muito preocupados com a forma exatamente que se escreveria Deveza, se com S ou Z. Assim, Defesa, ou Deveza, nesse remoto passado, era a mesma coisa.

domingo, 17 de abril de 2011

Rose Araujo

Desde que começamos o blogue tivemos muitas visitas e também muitos e-mails. A maioria dos e-mails tratava da origem do nome Deveza.
Entre esses e-mails um foi particularmente interessante. Tratava-se de Rose Araújo, uma artista plástica e cartunista que na década de oitenta havia estudado com Chlau Deveza, o Professor Deveza, como era conhecido.




Rose Araújo fazia parte da turma de alunos do Curso de Educação Artistica da UERJ, onde Chlau Deveza dava aulas.
Um dia esses alunos foram convidados para conhecer o Ateliê do professor, o Ateliê Deveza original. Nesse dia, muito alegre para todos, alguém resolveu levar uma máquina fotográfica e registrar o momento.
Abaixo colocamos algumas dessas fotos que recebemos da Rose com o nome dos alunos.
Essa fase da pintura do Professor Deveza tinha muitos elementos ligados à morte, ao sofrimento. Com tons de azul, vermelho escuro, caveiras e corpos mortos, muitas telas estão impregnadas de sofrimento.
Muita gente não gosta dessas pinturas. Talvez não seja a mais adequada para a parede de um consultório dentário, mas certamente servem para incomodar, para questionar e provocar.
Esse estranhamento foi proposital e representa muito o sentimento da década de 80, do fim da ditadura militar, do início da Aids. Esses quadros têm uma data e representam muito a maneira como Chlau Deveza estava vivendo aquela época.
Contrasta certamente com os sorrisos e a alegria dos alunos que foram conhecer o Ateliê.
Para conhecer o excelente trabalho da Rose Araújo, que estudou com o nosso Professor Deveza, o site é:
www.rosearaujocartum.blogspot.com






sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O Ateliê Deveza na década de 1980

Como já havíamos dito em outro momento, o nome do Blogue, Ateliê Deveza faz referência ao Atêlie do professor Deveza, nosso Chlau Deveza, na Rua Cinco de Julho em Copacabana. Neste local ele desenvolveu sua pintura, dava aulas e guardava muitos livros. Durante um tempo o Ateliê, de local de trabalho, foi sendo também sua casa.
 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Chlau Deveza - Desenhos em livro

Chlau Deveza, em 1978 ilustrou um livro da poetisa Nair Baptista Schoueri. Foram 12 desenhos que escaneei e coloquei abaixo. São desenhos com pena e nanquim, muito bonitos e combinam muito com o livro. Quem tiver interesse em buscar o livro, encontra facilmente nas bibliotecas cariocas. Segue a referencia:
SCHOUERI, Nair Baptista.Granizo e Chuva Grossa, Rio de Janeiro: Editora Cátedra, 1978.

Na página 63, um dos poemas está dedicado a Chlau Deveza. Reproduzi abaixo:

METRÔ

A Chlau Deveza

Sob o asfalto urbanístico
há que entender-se a
árvore. Asfixia.
Há que estudar-se a
pertinácia da raízes
haurindo a consciência subterrânea
expandindo-se.












domingo, 14 de novembro de 2010

Atualizações do Blogue

Prezados parentes, amigos e devezada em geral,

Não tive muito tempo para atualizar o Blogue ultimamente e colocar mais informações, mas urge alimentá-lo, avançando no resgate de nossa memória.
Desde que comecei a escrever o Blogue recebi muitos e-mails. Alguns de ex-alunos do Dodô, amigos da vovó Etel e de amigos da família. Fiquei contente que as poucas informações que pude colocar no Blogue tenham trazido boas lembranças a todos.
Outro tema interessante que apareceu em muitas mensagens foi o questionamento acerca da origem do nosso nome. Ao que parece, tenho acertado em relação a origem do nome (vejam bem, não da raça, pois isso nem existe realmente), uma toponímia comum no norte de Portugal e na Galiza, pois muitos outros Deveza tem informado que seus antigos parentes vêm dessa região da Península Ibérica. Mas, o mais interessante é que alguns Deveza afirmam que seu nome tem origem italiana. Por que isso?
Eu tenho duas explicações para essas afirmações. Em primeiro lugar, alguns acreditam que nosso nome tem uma sonoridade italiana, devido ao Z. Mas, esse Z é muito comum também na língua castelhana, no galego e no português mesmo. Muitas vezes já me perguntaram: - Esse seu sobrenome é italiano? Aí repetem o nome Deveza como se estivessem pronunciando com sotaque italiano calabresa, pizza e alguma outra coisa assim. O outro motivo para essa crença de que nosso nome tem alguma origem italiana, eu imagino que esteja na vontade que muitos brasileiros, particularmente a classe-media paulistana, sentem em ter uma origem italiana, ou europeia. Aqui no Brasil muitos querem ter um avô europeu, uma descendência branca, e não sei por que, português, para muitos não é tão europeu quanto gostariam. O fato é que essa classe-média quer ser italiana, e se puder alemã, norueguesa e quem sabe, em um sonho, inglesa. 
Mas, para a tristeza geral, os fatos me forçam a afirmar: Deveza não é, e nem nunca foi, um sobrenome italiano. Se alguém tem uma avô italiano com o sobrenome Deveza é porque esse avô é filho de galegos ou portugueses que nasceram na Itália. E também, aos que imaginam ter sangue europeu, sinto informar que a Península Ibérica esteve sob domínio mouro (bérbere) durante quase mil anos, que significa que existiu uma intensa miscigenação dos ibéricos com os povos africanos. Assim, todo espanhol, galego ou português é um pouco africano também. E os italianos, brunos por excelência, também. Assim, como nós brasileiros, os países ibéricos, desde muito tempo sofreram intensa miscigenação desde a idade média com os africanos.
Mas, caso alguém descubra um documento em que pressupunha a origem italiana do nome Deveza, peço que me envie, para que possamos reorganizar todas as afirmações que foram feitas no Blogue. Até lá, essa origem parecerá mais uma vontade de ser italiano que uma realidade histórica.

Por fim quero adiantar os próximos tópicos do blogue até o final do ano:
1)Origem do nome Deveza 3 (com atualizações e novas descobertas.
2)Chlau Deveza 2
3)Raul Deveza
4)Prêmios de arte dos Deveza
5)outras famílias Deveza
6)fotos antigas
7)Quadros dos Deveza
8)Desenhos dos Deveza

Estamos abertos a colaboração, opinião, palpites e sugestões de todo o tipo. Usem e abusem do campo dos palpites em cada postagem.
Por fim, para quem não sabe, existe a possibilidade de seguir o blogue, é só clicar no campo direito abaixo e se cadastrar. Todas as vezes que houver nova atualização, você será informado automaticamente.

domingo, 21 de março de 2010

Chlau Deveza 1

José Chlau Deveza nasceu no Rio de Janeiro em 1922, onde viveu a maior parte de sua vida. Desde pequeno já observava seu pai, Raul Deveza pintando, desenhando, etc. Decidiu-se por seguir a mesma carreira do pai e cursou a faculdade de Belas-artes da Universidade do Brasil, hoje UFRJ.
Em 1944, a Ditadura Vargas, enfim  se dobraria as inúmeras manifestações dos democratas brasileiros, romperia definitivamente com o governo alemão, e junto com as forças aliadas (URSS, EUA e Inglaterra), enviaria tropas brasileiras para lutar na 2ª Guerra Mundial. Dodô, como é conhecido na família o professor Chlau Deveza, tinha apenas 22 anos, e teve seu nome listado entre os convocados para lutar contra os fascistas na Itália
Nesse tempo, as campanhas anti-fascistas eram agitadas principalmente pelo Partido Comunista do Brasil (PCB), Chlau e Raul Deveza, simpáticos ao comunismo, engajaram-se nas campanhas que pediam a entrada do Brasil na Guerra.
Por sorte, ou por azar, como contaria anos depois, o Dodô acabou pegando o excesso de contingente e não foi enviado para a fronte de batalha na Itália. Muitos brasileiros se alistaram voluntariamente, muitos democratas e anti-fascistas desejaram compor a Força Expedicionária Brasileira (FEB), tantos, que ao final tinha-se mais voluntários que o necessário. Logo a Guerra seria vencida pelos Aliados e o Exército Vermelho, em agosto de 1945 hastearia a bandeira vermelha sobre o Reichtag, selando o fim da 2ª Guerra Mundial. Com isso, os comunistas no mundo conquistariam um enorme prestígio, Luis Carlos Prestes (preso desde 1936) seria anistiado junto com outros comunistas, o PCB seria legalizado e os comunistas viveriam um interregno democrático até 1947.
Por volta deste período, Chlau Deveza fará as opções que carregará para o resto de sua vida. Primeiro, junto com seu pai, se engajará definitivamente nas fileiras do Partido Comunista, fará dezenas de retratos de Lenin, Stalin, Prestes e de vários outros dirigentes comunistas, afim de contribuir como artista na propaganda  comunista. Lembremos que nessa época não existia a tecnologia gráfica que existe hoje. Um retrato, ou um cartaz, muuitas vezes necessitava ser feito por artistas plásticos. A própria fotografia tinha limitações quanto a sua ampliação. Sua atividade política estará principalmente nas campanhas estudantis na Universidade do Brasil.
Nesse tempo, conhece uma jovem estudante de arquitetura, judia e comunista, Etel Waismann. Encanta-se com a sua altivez e ousadia. Passa os últimos anos do curso de belas artes entre as aulas de Belas Artes , sua nova namorada e as atividades políticas do PCB.

Embora perseguidos durante a década de 30 pelo Estado Novo, entre 1945 e 1950 os comunistas passam a apoiar Getúlio Vargas, que nesse tempo parecia inclinado a uma perspectiva mais nacionalista. O ditador, com destreza, depois de isolado entre as elites no final da Guerra, buscou entre as forças populares e a burocracia estatal um apoio para uma nova candidatura à presidência. Conseguiu, em 1950, após a presidência de Dutra, Getúlio voltaria ao poder, mas dessa vez aprovaria algumas medidas populares. Entre elas, decretaria o monopólio do Petróleo e a criação da Petrobras.
A exploração nacional do Petróleo brasileiro, após a 2° Guerra Mundial, foi motivo de intensas manifestações populares, sob a palavra de ordem “O Petróleo é Nosso!”.
Etel Waismann, ainda estudante de arquitetura jamais esqueceria uma de suas maiores aventuras da juventude. Enquanto inúmeros democratas organizavam uma manifestação de defesa do Petróleo, o governo Dutra enviou a tropa de choque. A correria foi enorme e a lembrança de Etel registraria o momento em que seu namorado e seu futuro sogro pegariam a sua mão e correriam em busca de proteção contra a polícia.
Ao final da década de 40, Chlau Deveza participaria de reuniões do PCB ao lado de importantes figuras das artes no Brasil, conforme nos é narrado em uma biografia de Paulo Werneck por Cláudia Saldanha.
“Seu ateliê [do Muralista Paulo Werneck, ]em Laranjeiras, um abrigo antiaéreo no subsolo de um prédio em Laranjeiras construído em 1945, durante o curto espaço de tempo em que foram obrigatórios tais abrigos em edifícios familiares, era ponto de encontro de artistas filiados ao Partido Comunista Brasileiro. Ali Cândido Portinari, Carlos Scliar, Chlau Deveza, Glauco Rodrigues, Israel Pedrosa e Oscar Niemeyer, entre outros, participavam de reuniões em que se discutiam a arte, a arquitetura e a política nacional e internacional.” (www.projetopaulowerneck.com.br)
Ao final dos anos 40 sua companheira Etel Waismann se tornaria sua esposa, e em 1949, teriam seu primeiro filho, Michael Deveza. O casamento de Etel Waismann e Chlau Deveza seria conturbado, pois por tradição, a comunidade judaica não aceitava que os judeus casassem com não-judeus, ainda mais com um ateu como o Dodô, já reconhecido artista ligado ao PCB. Afeita a rebeldia, Etel e Chlau enfrentaram a tradição, se negariam a oficializar sua união em qualquer religião e casaram-se apenas no cartório.
Por essa época, Chlau Deveza e seu pai seriam presos após uma pichação política. Os dois, mais outros militantes comunistas foram presos e encarcerados. Logo sua prisão virou notícia e os advogados do PCB começaram a interceder pela libertação dos comunistas. Como Raul Deveza já era reconhecido como um artista plástico importante, os órgãos de repressão decidiram soltá-lo, junto de seu filho. Raul se negou a aceitar o indulto enquanto seus outros companheiros não tivessem o mesmo destino. Pouco depois conquistariam a liberdade ao lado de todos seus companheiros.
Etel Waismann, agora Etel Waismann Deveza, como uma boa Idish mama (Mãe judia), diminuiria sua participação no PCB e se dedicaria ao sustento da família e a criação dos filhos.
A foto ao lado mostra, Michael Deveza, ao fundo, Marcel Deveza e Ramon Deveza em primeiro plano.

Continua...




segunda-feira, 15 de março de 2010

Origem do nome Deveza 2

Devezada,
Andei pesquisando no Google e no Orkut nossa família e percebi que existem muitos Deveza no Brasil. A Giselle (filha do Michael Deveza) criou há alguns anos uma comunidade no Orkut “Família Deveza” e lá podemos encontrar a origem de alguns Deveza que vieram para o Brasil.
A partir da análise dos locais onde os velhos Deveza informaram para os Deveza da Comunidade, pude traçar no mapa da península Ibérica alguns locais onde existiram membros de nossa família.

Em primeiro lugar Raul Deveza, segundo a Tia Cleuza, veio de Portugal. Creio que do norte, perto da fronteira com a Galiza, região espanhola que reclama independência desde o século XIV, pelo menos. Os Galegos fazem parte de um território, que como os Bascos reclamam autonomia. Possivelmente nossos antepassados eram Galegos e migraram para Portugal. Digo isso pelas informações a seguir, retiradas da comunidade “Família Deveza” do Orkut.
1) Segundo Maristela Otero, sua avó se chamava Manuela Luiz Deveza e morava em Pontevedra Vigo na Espanha.
2) Segundo Vanessa Deveza: “meu avó era Manoel Xavier Deveza e mãe recebeu uma carta dizendo q provavelmente éramos de descendência italiana, mas nunca sabemos de verdade qual a descendência.”
3) Segundo Luana: “Primeiro queria dizer q fiquei muito surpresa quando encontrei essa devezada aki pois por aki onde moro nunca tinha visto ninguém com esse sobrenome.
Meu Deveza é descendente de italiano, não sei dizer muito sobre... só sei isso”
4) Segundo José Deveza: “O meu Avô se chamava José Benito Deveza, minha avó Ludovina Nunes Deveza, (já Falecidos) eram natural da cidade de Vilar de Voz (Galiza/Espanha), vieram para o Brasil jovens e aqui se casaram, desse casamento tiveram 4 filhos, atualmente só 2 estão vivos. O meu pai está atualmente com 84 anos, se chama José Deveza moramos na cidade de Santos”
5) Segundo Lud ღ*εїз*ღ Anna,: “O meu Deveza vem de Portugal Como havia dito, minha família materna veio de Portugal e perdemos o contato com nossos familiares de lá. Sei que minha avó tinha esse sobrenome e que ela era de Santo Tirso, que fica próximo a Espanha.. Mas andei procurando no Google e vi que Devezas tem em montes na França.”
6) Existe um lugar no norte de Portugal que se chama Quinta do DeveSa. Enviei um e- mail para o dono de uma pousada de lá e ele me disse: "Num dicionário de português encontrei isto: - devesa (ê) s. f. 1. Terreno coutado em que há árvores de rendimento e pastos. 2. Lugar cercado por arvoredo, souto.
Simplesmente com o tempo ou talvez com a evolução que as palavras tiveram no Brasil ficou Deveza como o teu nome, em todo o caso naquela fotografia é um terreno coutado (terreno de monte, selvagem) onde existem árvores de rendimento, tipo os sobreiros que lá tem, pois é do Sobreiro que sai a cortiça, por isso são árvores de rendimento, e com pastos cerca, que é o caso, conforme se vê na foto.”

A partir das informações acima, que não são muitas, podemos tirar algumas conclusões sobre a origem do nosso nome Deveza e de onde os que vieram para o Brasil saíram.
Em história, quando não temos informações para afirmar, podemos utilizar um método inverso, buscar o que não é verdadeiro, eliminando mitos. Assim podemos chegar a algumas conclusões e abrir novos caminhos de investigação. Nessa linha, Cheguei às seguintes conclusões:
1) Nossa família teve origem na Península Ibérica, provavelmente na região noroeste, entre Portugal e a Região da Galiza. Assim nossa família é luso-galega.
2) Aqui no Brasil é muito comum as pessoas quererem ter sobrenomes italianos, e até espanhóis, ao invés de portugueses. Deveza não pode ser italiano. A afirmação da Luana no Orkut representa mais a vontade de ser descendente de italianos, do que a realidade. A Itália está longe da Península Ibérica, em um contexto medieval, e devido a tantas evidências e vestígios de nosso nome em Portugal e Galiza, é pouquíssimo provável que Deveza seja italiano. Creio que se fosse, seria Devezza, ou alguma coisa parecida. Em português S e Z tem sons parecidos e por vezes idênticos. É de se imaginar que o DeveZa tenha vindo de algum registro equivocado de DeveSa.
3) DeveZa, por tanto deve ser variante de deveSa, que na língua portuguesa e em galego querem dizer “coisa murada, fortificada”, uma variação de defesa.
4) Pagina eletrônica Quinta da Devesa
http://www.quintadadeveza.com/index.htm
5) Para quem quiser saber mais sobre topônimos Português-galegos:
http://toponimialusitana.blogspot.com/2006/06/nomes-e-apelidos-de-origem-toponmica.html
6) Página sobre vinhos da Quinta da Devesa:
http://www.vinhoverde.pt/en/vinhoverde/boasVinhas/boavinha.asp?codigo=1
7) Fabio Rescalli andou pesquisando o Brasão de nossa família. O site em que ele buscou não tem nenhuma seriedade histórica, é uma grande picaretagem.
http://www.heraldaria.com (Quem quiser, coloca Devesa, que vai encontrar um desenho indicando a origem Galega do nome)
Não se iludam, Este pretenso Brasão é apenas um desenho criado para vender aos coitados que pensam ter sangue azul. Pelo tipo de nome, originário de toponímias comuns na Galiza e Portugal, é claro que descendemos de camponeses, servos ou pobres da região Galego-portuguesa. Então esqueçam essa história de Nobreza e Brasões. E para os que não gostam de descender de Portugueses, lamento desapontá-los,  a região chamada Galiza, que hoje fica na Espanha, ao noroeste da Península, é mais portuguesa que espanhola em sua origem. O idioma Galego é quase igual ao português e é de onde veio a língua portuguesa.
Para finalizar, um pouco de história da região noroeste da Península Ibérica, atuais norte de Portugal e Galiza, de onde provavelmente descendemos:
A região foi povoada pelos antigos Celtas na Idade do Bronze, os mesmos que depois seriam empurrados para a Ilha da Grã Bretanha e Irlanda. Por volta do século IV os romanos conseguem conquistar a região e começa a romanização, Os idiomas Galego e Português derivam do Latim vulgar.
Com a desintegração do Império Romano, a província Romana da Galécia (atual norte de Portugal e Galiza) é invadida pelos Suevos, que fundam um reino (409 a 585 d.C) Os visigodos invadiriam a região posteriormente, que por volta do século VIII seria ocupada pelos mulçumanos, desde o norte da África. A ocupação mulçumana resistiria até a Reconquista Espanhola, deixando apenas a pequena região das Astúrias fora de seus domínios. A presença berbere na Península Ibérica durou 800 anos, terminando somente com a reconquista de Granada em 1942.
Assim, para os racistas de plantão, espanhóis e portugueses, embora tenham um passado Celta, como os Ingleses e Irlandeses, viveram sob domínio bébere (povos do norte da África) durante 800 anos. É de se imaginar que tenham se misturado, e portanto, mesmo portugueses e galegos, tem em seu passado uma profunda miscigenação com os povos africanos.
Devezada, quando lhe perguntarem sua cor ou etnia, diga “misturado”, “pardo”, ou depois de ler este Blogue, apenas: “Celta-Suevo-Visigodo-Galego-Português-Ibérico-Bébere-Africano-Brasileiro”
O mapa acima mostra em verde o domínio bérbere-islâmico na peninsula Ibérica. Notem que nossa família pode ter vindo destes povos africanos que viveram na Península Ibérica por 800 anos.

Um abraço,
Felipe Deveza
Historiador, filho de Ramon Deveza, neto de Etel Waismann e José Chlau Deveza